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Microadenoma cístico ou cisto de Rathke? O algoritmo na RM

Nível líquido-líquido, nódulo intracístico e a localização

Tomás Freddi
Tomás Freddi
27 de março de 2021
Microadenoma cístico ou cisto de Rathke? O algoritmo na RM

Neste quiz, uma paciente de 24 anos com cefaleia e aumento de prolactina traz uma lesão cística na região selar. O diferencial entre microadenoma cístico e cisto da bolsa de Rathke é um dos mais frequentes da rotina — e se resolve com poucos achados, desde que se saiba quais procurar.

O quiz

O microadenoma

  • Natureza: tumor benigno, incidência de 115 por 100.000.
  • Topografia e tamanho: usualmente intrasselar e menor que 10 mm.
  • Aspecto: lesão nodular que capta menos contraste que o parênquima adjacente.
  • Dica de protocolo: a sequência dinâmica pós-contraste aumenta a sensibilidade da RM para detectar adenomas.

Os achados que separam as duas entidades

  • A favor do microadenoma: nível líquido-líquido ou halo de hipossinal em T2, septações internas, realce periférico pelo gadolínio e localização paramediana.
  • A favor do cisto de Rathke: nódulo central com hipossinal em T2 — o nódulo intracístico —, localização mediana e ausência de realce pelo gadolínio.
  • O achado que mais chama atenção: o componente cístico que forma nível líquido-líquido.

Como encadear o raciocínio

  • Comece pela linha média: lesão paramediana empurra o diagnóstico para adenoma; mediana, para Rathke.
  • Depois procure o nível ou o halo: nível líquido-líquido ou halo de hipossinal em T2 falam por adenoma.
  • Por fim, o nódulo e as septações: nódulo intracístico favorece Rathke; septação, adenoma.

Nenhum dos achados é patognomônico sozinho: o valor está em somá-los na ordem certa, e em lembrar que a decisão final se apoia também no quadro endocrinológico.

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