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Heterotopia em banda: o duplo córtex e a mutação DCX

Quiz em duas partes: o diagnóstico e o gene por trás dele

Tomás Freddi
Tomás Freddi
27 de março de 2021
Heterotopia em banda: o duplo córtex e a mutação DCX

Este quiz pede duas coisas: reconhecer o padrão malformativo e, depois, apontar a mutação mais provavelmente relacionada. A segunda pergunta é a que ensina mais, porque o próprio padrão de imagem carrega a pista genética.

O quiz

Os conceitos

  • O que é: a heterotopia em banda, ou córtex duplo, é uma condição ligada ao X encontrada em ambos os sexos.
  • Classificação: constitui um subtipo de tubulinopatia.
  • Genética: a maioria dos casos — cerca de 90% — relaciona-se a mutações do gene DCX, que codifica a duplocortina, uma proteína associada a microtúbulos. Uma parte menor pode envolver o gene LIS1 ou outros genes de proteínas associadas a microtúbulos.
  • Expressão clínica: ampla nas mulheres afetadas, aparentemente dependente do tipo de mutação; homens costumam ter quadro mais grave.
  • Correlação clínico-radiológica: quanto maior a espessura da faixa, mais grave tende a ser o quadro.

Os achados de imagem

  • A banda: faixa com isossinal ao córtex, localizada na substância branca, que muitas vezes acompanha a curvatura do córtex sobrejacente.
  • O sinal do duplo córtex: a sequência córtex da superfície pial, camada de substância branca e córtex em banda heterotópico.
  • Sulcação: graus variados de comprometimento, da lissencefalia à paquigiria e à sulcação quase normal.

O gradiente que aponta o gene

  • Anterior mais que posterior: sugere mutação DCX.
  • Posterior mais que anterior: sugere mutação LIS1.

É um dos casos em que a distribuição da alteração — e não a alteração em si — direciona a investigação genética. Vale descrever o gradiente no laudo.

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