Nesta aula sobre Estenose de Stent, o Dr. Tomás Freddi apresenta uma atualização prática sobre a aferição da estenose em stents carotídeos cervicais baseada em um artigo publicado em 2025. A implementação do novo método de medida na angiotomografia computadorizada (angio-TC) melhora a correlação com a angiografia digital (padrão-ouro) e reduz a superestimação do grau de estenose observada com a técnica convencional.
Conteúdos Abordados
- Contexto e referência: artigo de 2025 publicado em periódico associado à Stroke / American Heart Association que propõe nova técnica de mensuração da estenose intrastent na angio-TC.
- Diferença entre métodos: método convencional mensura a luz contrastada pelo interior do stent; o método novo mensura a partir da linha que passa pelo ponto médio do material do stent (metade da malha) como limite luminal.
- Como aplicar a técnica: realizar medida no plano coronal, com janelamento proposto pelos autores (200 / 1500), traçando a linha entre as metades do material do stent e, quando houver placa ou espaçamento intimal, medir da superfície interna da placa até a linha mediana do stent (não até a superfície interna do stent).
- Cálculo do grau de estenose: procedimento análogo ao método NASCET — dividir o diâmetro luminal mínimo remanescente (obtido pela medida na linha mediana do stent) pelo maior diâmetro da carótida interna acima do segmento estenótico; subtrair de 1 e transformar em porcentagem.
- Resultados comparativos: o novo método apresentou melhor concordância com a angiografia digital do que a mensuração convencional (que frequentemente superestima a estenose quando baseada apenas na porção captante de contraste).
- Implicações clínicas: a adoção do novo critério pode reduzir avaliações equivocadamente elevadas de estenose intrastent, impactando decisões terapêuticas e evitando intervenções desnecessárias.
- Recomendação prática: começar a utilizar o método descrito — plano coronal, janelamento 200/1500, e medida na linha mediana do material do stent — e relatar a porcentagem de estenose com base nesta nova aferição.
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Ótima aula doutor. É necessário citar no corpo do laudo que utilizamos o novo método ou não há necessidade?
Muito obrigado…
Boa pergunta. Eu sou a favor de quando se trata de novidades, incluir a referência bibliográfica..