Protocolos de Exames de Neuroimagem – Parte 2

Na segunda parte da aula sobre Protocolos de Exames de Neuroimagem, abordamos a atualização dos protocolos de imagem (2026). Dr. Tomás Freddi revisa protocolos práticos e sequências essenciais para hidrocefalia, estudo vascular, hipófise, neuropediatria, otorrinolaringologia, coluna, neurografia e achados específicos (ALS, amnésia global transitória, hemorragia ventricular), enfatizando como escolher sequências que impactam diretamente o diagnóstico e a conduta.

Conteúdos Abordados

  • Hidrocefalia: importância de sequências T2 altamente ponderadas (sagittal CIS/Fiesta/SPACE/3D spin-eco) para avaliar perviedade do aqueduto mesencefálico e caminhos de saída do 4.º ventrículo; indicação de sagittal phase-contrast (VENC ≈ 10 cm/s) para estudo de fluxo liquoríco; papel do SPACE como alternativa mais sensível ao artefato de fluxo.
  • Sequências T2 volumétricas e indicadas: utilidade do CIS/Fiesta para diferenciação entre parênquima e estruturas císticas, avaliação de nervos cranianos, lesões intraventriculares, cistos e seguimento pós-operatório (ex.: terceira ventriculostomia).
  • Amnésia global transitória: protocolo com coronal de fusão angulada fino para hipocampos; DWI com B1000 e um B calculado ~2000 aumenta sensibilidade para focos de restrição (pico de detecção 48–72 h).
  • Esclerose lateral amiotrófica (ELA): incluir axial T1MTC sem contraste e axial SWI/SWAN fino para avaliar hipersinal nos tratos corticoespinais e depósito anômalo de ferro no córtex motor.
  • Neuropediatria e RN/ lactentes: protocolo mínimo: T1 volumétrico, FLAIR, T2, SWAN, difusão; contraste reservado para suspeita de tumor/infecção; em <2 anos otimizar TR/TE de T1/T2 axiais para avaliação da mielinização.
  • Ressonância fetal: sequências ortogonais T1/T2 (axial, coronal, sagital); sem contraste; usar sequências ultrarrápidas e técnicas para movimento fetal.
  • Hemorragia intraventricular/ventriculomegalia: quando suspeita de sangramento, acrescentar T1, SWI e DWI finos para caracterizar sangue coagulado e extensão intraventricular.
  • Angio-Ressonância e estudo vascular: 3D-TOF para A intracraniana sem contraste; T1-SPACE (VesselWall/black-blood) pré e pós-contraste para dissecção, vasculite, avaliação de placa e parede aneurismática; venografia e angio cervical preferencialmente com contraste; indicação de TOF cervical para investigação de roubo da subclávia (com sequência pós-contraste para distinguir fluxo invertido).
  • Dissecção arterial: utilizar T1-SPACE pré-contraste com supressão de gordura para identificar hipersinal do hematoma intramural; complemento com TOF e sequência anatômica volumétrica melhora a acurácia.
  • Aneurismas paraquinóides: quando pedido para diferenciar intro/extra cavernoso, realizar VesselWall pré e pós-contraste e coronal CISS/SPACE pós-gadolínio para localização precisa.
  • Hipófise: microadenoma: coronal T1 dinâmico pós-contraste (3T recomendado) e coronal T1 volumétrico; macroadenoma: não usar dinâmico; em Cushing incluir coronal CIS/Fiesta pós-contraste e T1-SPACE pós-contraste focalizado.
  • Neurografia do nervo occipital maior: sequência coronal PSIF direcionada ao subcutâneo posterior para demonstrar espessamento/compressão.
  • Orelhas e perda auditiva súbita: incluir T2 altamente ponderado (Fiesta/SPACE) e T1 volumétrico pós-contraste para schwannoma; para perda auditiva súbita adicionar cortes axiais/coronais T1 spin-eco finos e FLAIR pré-contraste para buscar conteúdo hemático/inflamatório na cóclea e labirinto.
  • Doença de Ménière: protocolo com axial 3D IR pré-contraste e repetição pós-contraste após ~4 horas (mesma injeção) para avaliar realce endolinfático.
  • Coluna e trauma crânio-cervical: manter protocolo padrão; em suspeita de instabilidade craniocervical incluir coronal T2 fino para avaliar ligamentos alar e transverso; em paciente com movimento priorizar boa qualidade do sagittal STIR.
  • Observações práticas e qualidade de protocolo: crítica sobre substituição indiscriminada de 2D por 3D volumétrico pós-contraste em cabeça/pescoço — em muitas situações 2D ainda oferece melhor resolução diagnóstica; radiologista deve ser criterioso na seleção das sequências pelo impacto diagnóstico e tempo de máquina.

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