Esclerose Hipocampal Direita com Seq. EDGE

Nesta aula recém publicada na comunidade neurosky, "Esclerose Hipocampal Direita com Seq. EDGE", o professor Dr. Tomás Freddi apresenta um SkyCase clínico sobre epilepsia do lobo temporal refratária e demonstra a avaliação por ressonância magnética com ênfase na nova sequência EDGE e seu papel na rotina diagnóstica.

Conteúdos Abordados

  • Contexto clínico: caso de paciente adulto, 52 anos, com epilepsia do lobo temporal refratária ao tratamento medicamentoso e indicação de avaliação imagiológica detalhada para planejamento terapêutico.
  • Protocolo de RM para Epilepsia: sequências mínimas apresentadas (FLAIR volumétrico sagital, T1 volumétrico sagital isotrópico, cortes coronal T2 angulados ao hipocampo com espessura fina) e sequências adicionais de rotina (SWI/susceptibilidade, avaliação pós-contraste quando indicada).
  • Importância do coronal STIR: utilidade da aquisição coronal STIR nativa (não apenas reconstrução volumétrica) para maior contraste e detalhamento anatômico do hipocampo em aparelhos 3T.
  • Avaliação anatômica detalhada: critérios de esclerose hipocampal usados no caso — redução de volume do hipocampo direito, hipersinal em FLAIR/T2, proeminência compensatória do corno temporal e alterações nas estruturas do sistema límbico (fímbria, fórnix, crura, corpo mamilar e tálamo).
  • Sequência EDGE (novidade): descrição técnica simplificada — sequência 3D volumétrica projetada para realçar a interface substância cinzenta-substância branca ao inverter pulsos de relaxamento, resultando em hipossinal nessa interface; foi desenvolvida para aumentar a sensibilidade na detecção de displasia cortical, especialmente formas mais sutis (FCD tipo 1 e 2A).
  • Fisiopatologia e aspecto na EDGE: em displasia cortical há ectopia de neurônios na substância branca; a EDGE evidencia essa interface como uma linha hipointensa subcortical, melhorando a detecção de lesões que passam despercebidas em FLAIR/T1 convencionais.
  • Comportamento da EDGE em esclerose hipocampal: na demonstração do caso, o hipocampo esclerosado demonstra sinal mais hiperintenso na EDGE (refletindo gliose/esclerose), ao passo que a displasia cortical típica aparece como linha hipointensa — interpretação comparativa relevante para diagnóstico diferencial.
  • Aplicabilidade prática: EDGE já publicada e implementada em centros de epilepsia (compatível com 1,5T e 3T); possibilidade de ampliar uso para avaliar núcleos profundos e planeamento de neuromodulação/DBS devido ao elevado contraste anatômico.
  • Recomendações práticas: incorporar EDGE nos protocolos de rotina para investigação de epilepsia quando disponível, priorizar aquisições volumétricas e reconstruções coronais finas, e sempre avaliar o sistema límbico de forma completa ao suspeitar de esclerose hipocampal ou displasia cortical.

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