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SkySemiology #13 - Síndrome de Horner
Síndrome de Horner: diagnóstico sindrômico e abordagem semiológica

Um paciente de 45 anos, do sexo masculino, durante um treino intenso de crossfit, evolui com dor súbita na região cervical anterior à esquerda, com irradiação para hemiface esquerda. Dor em facada, de forte intensidade, com pico da dor em menos de 1 minuto. Veio ao PS para avaliação, mantendo uma dor contínua em intensidade 8.
Na admissão, os sinais vitais estavam estáveis e o exame neurológico não demonstrava alteração motora, sensitiva ou de coordenação. A motricidade ocular estava preservada, mas o paciente apresentava a alteração da figura abaixo (fig. 1).
Figura 1.

- Considerando o diagnóstico sindrômico de uma síndrome cefaloálgica com sinais de alarme (início súbito, pico da dor <1min, cefaleia nova, alteração em exame neurológico), qual a topografia mais provável para a alteração apresentada na figura?
- Considerando que a sudorese e coloração da face estão preservadas e simétricas, qual seria sua principal hipótese diagnóstica, o nome da síndrome clássica que o paciente apresenta e indique se a lesão foi central ou periférica.
Comentários
Dor de cabeça súbita e relacionada ao esforço sempre deve ser abordada como uma emergência neurológica. No caso acima, temos um paciente que além das características com sinais de alarme da dor na anamnese, temos um achado do exame físico que também confere um risco adicional e motiva investigação de emergência (se você quer saber mais sobre investigação de cefaleia secundária, confere nosso #skyexperience 62).
O que observamos ao exame é uma semiptose e enoftalmia do olho esquerdo (percebam como a fenda palpebral está menor que a direita) e uma anisocoria, caracterizada por miose do olho esquerdo.
Devemos nos lembrar que os olhos e a face recebem inervação do sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático. O sistema simpático vai estimular o músculo dilatador da pupila, gerando midríase, estimular os músculos de Muller e retrator da pálpebra inferior, responsáveis por elevar em parte a pálpebra superior e retrair a pálpebra inferior (ou seja, pupilas dilatadas e olhos arregalados – situação que nos ajuda a enxergar melhor o ambiente em situações de ameaça). Além dos olhos e pálpebras, temos a inervação simpática das glândulas sudoríparas que quando estimuladas, aumentam a produção de suor da face.


