Artigo·5 min

Skycase - Terapia CAR-T

Neurotoxicidade CAR-T com ICANS e paligrafia como sinal distintivo

Victor Rebelo Procaci
Victor Rebelo Procaci
27 de fevereiro de 2025
Skycase - Terapia CAR-T

Caso Clínico

Um paciente de 62 anos com linfoma difuso de grandes células B, sem
histórico de patologia neurológica prévia, foi submetido a terapia com células
CAR-T para tratamento do quadro hematológico.
O ICE score do paciente era 10 antes da infusão e nos primeiros 6 dias do
tratamento. No quarto dia o paciente evoluiu com febre, necessidade de
oxigênio em cateter nasal e hipotensão responsiva a reposição volêmica,
sendo caracterizado como Síndrome de Liberação de Citocinas (SLC) grau 2.
Foi iniciado Tocilizumab 8mg/kg. No sétimo dia, o paciente desenvolveu tremor
postural nos membros superiores, com frequência em torno de 7-8Hz e
amplitude baixa, o ICE se manteve em 10 e no oitavo dia, o ICE baixou para 6.
O paciente estava sonolento, desatento, com tremor postural nos MMSS e ao
ser solicitado para escrever uma frase, foi evidenciado a alteração abaixo.

Baseado no caso, responda as perguntas abaixo:

1) Qual o nome do achado na figura acima?
2) Qual o provável diagnóstico?

Discussão do caso

A terapia com células T receptoras de antígeno quimérico (CAR-T) é uma
forma de imunoterapia que envolve a modificação genética de linfócitos T
autólogos para expressar receptores de antígenos quiméricos. Esses
receptores combinam a especificidade de um anticorpo com a capacidade

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O que você vai encontrar a seguir

Caso clínico de neurotoxicidade associada à terapia CAR-T em paciente com linfoma difuso de grandes células B, caracterizado por síndrome de liberação de citocinas seguida de ICANS com apresentação de paligrafia. Discussão detalhada sobre a fisiopatologia, avaliação pelo ICE score e manejo clínico da neurotoxicidade relacionada ao CAR-T.

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