Artigo·2 min
Infecção de Ferida Operatória Casos
Diagnóstico de infecção pós-craniotomia: correlação clínica e achados de RM
Tomás Freddi
24 de agosto de 2026
No vídeo "Infecção de Ferida Operatória Casos", revisamos de forma objetiva os desafios diagnósticos da infecção do sítio operatório em craniotomias, com ênfase na correlação clínica, temporalidade das infecções e achados de imagem que orientam a suspeita e o manejo.
Conteúdos Abordados
- Mito dos 30 dias: Discussão sobre a janela de 30 dias proposta pelo CDC e evidências que mostram tempo médio de início entre 42 e 53 dias, com cerca de um terço das infecções de sítio operatório ocorrendo tardiamente.
- Regra dos terços na meningite pós-craniotomia: Um terço na primeira semana, um terço na segunda e um terço após a segunda semana; meningite pode ocorrer meses ou anos após, com maior incidência em cirurgias de fossa posterior.
- Fatores de risco clínicos: Fístula líquorica, derivação ventricular externa, múltiplas intervenções, radioterapia prévia, uso de bevacizumabe (antiangiogênico) e deiscência do retalho.
- Achados de imagem: Infiltração de partes moles, coleções subgaleais ou ao redor do retalho ósseo, realce periférico pelo contraste, heterogeneidade e perda do sinal habitual do enxerto ósseo, realce leptomeníngeo na meningite e possíveis sinais de osteomielite. A restrição à difusão pode estar presente, mas sua ausência não exclui infecção.
- Sequências recomendadas: DWI/ADC para identificar pus e empiemas, imagens com contraste para avaliar realce, e FIESTA/CISS para investigação de fístula líquorica e descontinuidade dural.
- Integração clínica-imagem: Diagnóstico baseado na montagem das pistas clínicas e radiológicas — a correlação clínica é imprescindível.

