Artigo·2 min
Skycase Mastoidite
Mastoidite coalescente complicada: interpretação de imagem e diagnóstico diferencial em urgência
Tomás Freddi
27 de julho de 2026
No vídeo "Skycase Mastoidite", apresentamos um caso clínico de mastoidite complicada em paciente idoso e diabético, com ênfase na interpretação de exames de imagem e nas principais armadilhas diagnósticas em ambiente de pronto-socorro.
Conteúdos Abordados
- Contexto clínico: paciente de 75 anos, diabético, otalgia e perda auditiva com sinal flogístico na região mastoidea e suspeita de infecção.
- Achados em Tomografia Computadorizada (TC): preenchimento hipodenso das células mastoideas e da caixa timpânica com nível hidroaéreo, sem efeito expansivo; presença de descontinuidade da cortical óssea caracterizando mastoidite coalescente.
- Avaliação de partes moles: infiltração perimastoidea com formação de pequeno abscesso em projeção ao esternocleidomastoideo (possível abscesso de Besold).
- Importância do contraste: necessidade de TC com contraste quando há suspeita de complicação; o contraste evidencia realce periférico do abscesso e ajuda a confirmar trombose venosa.
- Trombose venosa: ausência de realce no seio sigmoide esquerdo e no bulbo da veia jugular interna com sinal de trombo no interior; atenção à atenuação (>70 HU) como indício de trombo agudo na TC não contrastada.
- Correlação com Ressonância Magnética (RM): confirmação da infiltração de partes moles, presença de áreas com restrição à difusão no ápice mastoideo e realce patológico no pós-contraste; RM útil para avaliar extensão intracraniana e complicações.
- Conduta do radiologista: analisar sequência óssea para erosão, buscar coleções intracranianas e sinais de trombose venosa; reconvocar para exame com contraste se houver sinais sugestivos em estudo inicial sem contraste; comparar com exames prévios para identificar evolução.


