Artigo·2 min
Glioma Difuso Adulto de Baixo Grau 2026 Parte 2
Protocolo de imagem e volumetria no seguimento pós-operatório de gliomas de baixo grau
Tomás Freddi
17 de agosto de 2026
No vídeo "Glioma Difuso Adulto de Baixo Grau 2026 — Parte 2", o professor apresenta atualizações práticas sobre o controle por imagem no período pós‑cirúrgico desses pacientes, com ênfase em perfusão, volumetria e novas evidências terapêuticas que mudam o acompanhamento radiológico.
Conteúdos Abordados
- Contextualização clínica: Como estruturar o seguimento de pacientes jovens com glioma difuso de baixo grau (astrocytoma e oligodendroglioma) após ressecção.
- Avaliação por perfusão: Indicação de perfusão no pós‑operatório para identificar áreas de maior vascularização (rCBV) e aumento de permeabilidade (Ktrans). Relevância especialmente em astrocytomas para discriminar potencial malignização.
- Técnicas de imagem essenciais: Importância da ressonância magnética com sequência 3D FLAIR volumétrica (pré e pós‑op) e do uso de DWI, T2, GRE/susceptibilidade e sequências pós‑contraste.
- Novas terapias-alvo: Discussão do estudo Indigo (Lancet Oncology, dez/2025) com vorasidenib — inibidor de IDH — que demonstra redução progressiva do volume tumoral ao longo de meses/anos em tumores IDH‑mutantes.
- Classificação de ressecção: Apresentação do estudo (Lancet, dez/2025) conhecido como "Run Reset" que estratifica classes de ressecção (classe 1: ressecção supramáxima; 2: ressecção maciça do T2/FLAIR; 3: submáxima; 4: mínima) e sua correlação com sobrevida.
- Mensuração e seguimento volumétrico: Métodos de aferição de volume: manual (medidas dos três eixos perpendiculares e cálculo aproximado), semiautomatizada (correção no PACS) e automatizada por inteligência artificial (segmentação de cavidade, realce e hiperintensidade em FLAIR).
- Implicações práticas: A necessidade de reportar volumes ou, ao menos, as medidas dos maiores eixos axiais; limitações e custo das ferramentas automatizadas; e a obrigatoriedade crescente do controle volumétrico na prática clínica.
- Mensagens sobre radiogenômica: Evitar termos como "características radiológicas de baixo grau"; realce por contraste não exclui tumor de alto grau; mismatch T2/FLAIR tende a indicar astrocytoma em adultos.

