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Parece EPV, mas...
Diagnóstico diferencial: EPV versus Glioma temporal
Victor Hugo Rocha Marussi
02 de junho de 2021

Neste vídeo, discutimos um caso clínico interessante de uma paciente de 24 anos que apresentou 4 crises epilépticas. O diagnóstico inicial foi realizado com a utilização de sequências de imagem T2 e FLAIR, que evidenciaram focos de alteração inespecífica na substância branca.
Principais Observações da Imagem
- Área de Hipossinal: Destaque para uma região de hipossinal na sequência FLAIR e T2 junto ao polo temporal esquerdo, associada a um halo de hipossinal.
- Sinal da Cauda do Cometa: Foi observado o chamado sinal da cauda do cometa, habitualmente relacionado a edema perivascular.
- Expansão do Giro: A expansão leve do giro no polo temporal foi um fator que chamou a atenção para a necessidade de exames adicionais.
Exames e Diagnóstico Final
- Cortes Finos: Foi solicitado um novo exame com cortes mais finos em um equipamento de ressonância magnética de 3 teslas, que possibilitou a visualização de uma lesão nodular bem delimitada.
- Halo de Impregnação: Observou-se que a lesão apresentava halo de impregnação pelo gadolínio, reforçando a hipótese de que não se tratava de um espaço pervascular, mas sim de uma lesão nodular.
- Diagnóstico de Glioma: O diagnóstico final, após análise dos dados clínicos e de imagem, foi de glioma, o que justificou a opção por uma lobectomia temporal anterior.
Conclusão
Este caso demonstra a importância de conduzir investigações neurológicas de forma meticulosa, ressaltando que dados de imagem devem sempre ser interpretados no contexto clínico. Algumas características podem alterar a percepção inicial de um diagnóstico e levar a possibilidades de diagnósticos diferenciados. Portanto, é fundamental não hesitar em solicitar exames adicionais quando necessário.


