Artigo·12 min
Cisto Neuroentérico
Diagnóstico e manejo de cistos neuroentéricos intracranianos
Tomás Freddi
24 de novembro de 2025
No vídeo "Cisto Neuroentérico" apresentamos um caso prático de lesão cística rara na base do crânio com ênfase em achados de imagem e raciocínio diferencial para o diagnóstico de cisto neuroentérico.
Conteúdos Abordados
- Apresentação clínica: paciente jovem (22 anos) com cefaleia.
- Localização anatômica: compartimento infratentorial, na transição ponto-bulbar e em íntima relação com a face anterior do bulbo e o clívus.
- Avaliação por sequências de RM: hipersinal em T1, hipossinal em T2, ausência de realce no pós-contraste e ausência de restrição na difusão.
- Interpretação do sinal: padrão compatível com conteúdo hiperproteico (cístico) — diferencial com sangue/hemorragia, melanoma metastático, cisto dermoide e cisto epidermoide.
- Diagnóstico principal: cisto neuroentérico — cistos malformativos endodérmicos que costumam localizar-se na linha média/paramediana anterior à base do crânio ou no compartimento anterior do canal vertebral.
- Diagnósticos diferenciais: cisto epidermoide (espera-se restrição à difusão), cisto dermoide (sinais de gordura em T1/T2), metástase de melanoma (geralmente com componente sólido e realce) e coleção hemorrágica (associada a edema e outras características temporais).
- Associação com malformações: nos casos raquianos, cistos neuroentéricos podem associar-se a malformações vertebrais — dica importante para provas e para investigação complementar.
- Conduta clínica: acompanhamento por imagem versus ressecção cirúrgica dependendo dos sintomas e comportamento da lesão; distinção importante para planejar abordagem (ex.: cistos epidermoides tendem a crescer e frequentemente exigem ressecção).
- Dica prática: diante de cisto anterior ao clívus com hipersinal em T1, considere cisto neuroentérico e investigue malformações ósseas/vertebrais quando aplicável.


