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AFASIA e DISARTRIA - Reabilitação pós-AVC

Reabilitação e Manejo Farmacológico da Afasia e Disartria Pós-AVC

Victor Rebelo Procaci
Victor Rebelo Procaci
28 de novembro de 2024
AFASIA e DISARTRIA - Reabilitação pós-AVC

Você sabe a diferença entre AFASIA e DISARTRIA?

Afasia é um distúrbio da linguagem que afeta a capacidade de comunicação da pessoa, seja na escrita, nomeação, fluência, repetição, compreensão ou leitura.

Já a disartria é um distúrbio que afeta a capacidade de articulação das palavras, por prejuízo motor da musculatura utilizada pra falar.

A incidência de afasia e disartria após um primeiro AVC é de aproximadamente 30% e 42%, respectivamente. Seis meses após o AVC, 35% permanecem afásicos e 57% disártricos. A afasia está associada a uma maior permanência hospitalar, além de maior mortalidade e morbidade. Afasia e disartria impactam negativamente a capacidade de trabalhar, levam ao isolamento social e aumentam o risco de desenvolver transtornos psiquiátricos.

A fonoterapia é indicada para todos os pacientes com afasia. Uma revisão sistemática demonstrou que o acesso à fonoterapia beneficia o uso de linguagem funcional, a compreensão da linguagem e a produção da linguagem, quando comparado à ausência de terapia. Além disso, a comunicação funcional foi significativamente melhor em pessoas com afasia submetidas à terapia com maior intensidade, dose ou duração prolongada, em comparação com aquelas submetidas à terapia de menor intensidade, dose ou duração.

A fonoterapia também auxilia n na recuperação de pacientes com disartria. Uma metanálise de pacientes com disartria pós-AVC mostrou que a taxa de movimento alternado e sequencial, assim como o tempo máximo de fonação, melhoraram significativamente após a reabilitação fonoaudiológica.

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O que você vai encontrar a seguir

Conteúdo educativo que diferencia afasia e disartria, complicações frequentes pós-AVC, abordando sua epidemiologia, impacto funcional e estratégias de reabilitação. Apresenta evidências sobre fonoterapia como tratamento de primeira linha e analisa a eficácia de fármacos como donepezila e memantina na recuperação da linguagem.

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