Aula Tractografia Dr. Tomás Freddi e Dr. Bruno Fernandes

No vídeo "Aula Tractografia Dr. Tomás Freddi e Dr. Bruno Fernandes", o Dr. Tomás Freddi recebe o Dr. Bruno Fernandes para uma aula abrangente sobre fundamentos, limitações e aplicações clínicas da tractografia na prática neurocirúrgica e radiológica. A apresentação combina teoria física (DTI/CSD), demonstração prática com caso clínico e recomendações para aquisição, processamento e emissão de laudo.

Conteúdos Abordados

  • Objetivo clínico da tractografia: papel principal no planejamento cirúrgico e na navegação intraoperatória; aceleração e refinamento do mapeamento neurofisiológico.
  • Caso clínico ilustrativo: paciente de 29 anos com lesão parietal/ccolossal volumosa (diagnóstico posterior: GBM). Tractografia mostrou deslocamento lateral do trato córtico-espinhal, orientando abordagem posterior-medial e ressecção radical sem déficit adicional.
  • Fundamentos físicos: sequência de difusão, movimento browniano da água, diferença entre DWI e DTI; conceito de tensor (esférico = isotrópico; achatado = anisotrópico) e interpretação da anisotropia.
  • Processamento e parâmetros: seeds, ROIs, limiares de anisotropia (FA), ângulo de curvatura, influência do número de direções e do campo magnético na confiabilidade; recomendação prática mencionada: aquisição com ~32 direções.
  • Algoritmos: determinístico versus probabilístico; CSD (Constrained Spherical Deconvolution) como abordagem superior para regiões com fibras em leque e crossing fibers; trade-off entre fidelidade e demanda computacional.
  • Limitações importantes: crossing fibers, ramificações, kissing fibers, efeito do edema e de componentes hemorrágicos, dependência de aquisição e do operador; tractografia não é visualização direta do axônio e não é exame funcional.
  • Interpretação prática: streamlines = inferência das vias preferenciais de difusão da água; distinguir deslocamento versus infiltração é estimativa clínica integrada com exame e monitorização intraoperatória.
  • Integração na rotina cirúrgica: uso em neuronavegação, complementar à monitorização neurofisiológica e cirurgia acordada; melhores softwares de reconstrução costumam estar nos sistemas de neuronavegação.
  • Automação e IA: utilização de redes neurais (ex.: Tract‑Seg) para segmentação e pipeline automatizado em servidores; aumento de reprodutibilidade e ganho de tempo operacional.
  • Recomendações para laudo: preferir descrição espacial e relação do tumor aos tratos (deslocado versus infiltrado versus não formado por limitação técnica) em vez de listar apenas métricas sem interpretação clínica.
  • Perspectivas: maior integração multimodal, implantação de algoritmos mais robustos em ambiente cirúrgico e colaboração estreita entre radiologia, neurocirurgia e equipes técnicas.

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