O sinal da medular óssea – Parte 2

No vídeo, o Dr. Tomás Freddi dá continuidade ao tema da avaliação da medula óssea na ressonância magnética da coluna vertebral. Após introduzir os conceitos básicos na primeira parte, nesta aula ele apresenta as principais patologias que podem alterar o sinal medular, fornecendo ferramentas práticas para que radiologistas e clínicos tenham maior segurança diagnóstica no dia a dia.

Conteúdos Abordados

  • Reconversão Medular: Quando a medula amarela volta a ser substituída por medula vermelha. Associada a anemias (falciforme, talassemia), uso de drogas estimuladoras, altitude, tabagismo crônico e atletas de alta performance.
  • Infiltração ou Substituição Não Neoplásica: Alterações inflamatórias, infecciosas ou degenerativas (como Modic tipo 1, osteomielite, mastocitose e amiloidose), com padrões característicos em T1, T2 e STIR.
  • Espondilodiscite Infecciosa: Baixo sinal em T1, alto sinal em T2/STIR, captação intensa pelo contraste e presença de coleções paravertebrais ou no canal vertebral.
  • Isquemia da Medula Óssea: Frequentemente associada a anemias (especialmente falciforme), quimioterapia e corticoides. Apresenta padrão “geográfico” em RM, com hipossinal em T1 e hipersinal em T2/STIR.
  • Infiltração Neoplásica: Metástases, mieloma múltiplo (padrão em “sal e pimenta”), leucemia e linfoma. Caracterizam-se por hipossinal em T1 em relação ao disco, hipersinal em T2/STIR e realce heterogêneo pós-contraste.
  • Doenças Metabólicas: Osteopetrose (vértebra em “sanduíche”, marcado hipossinal em T1/T2) e doença de Paget (expansão óssea, lipossubstituição e áreas de edema).
  • Doenças de Depósito: Doença de Gaucher, hemocromatose e talassemia, com padrões de hipossinal difuso e, em alguns casos, massas de hematopoese extramedular.
  • Outras Condições: Alterações associadas a desnutrição grave, refletindo impacto sistêmico no sinal da medula óssea vertebral.

Veja o vídeo da aula

Confira o caso completo e a discussão apresentada pelo Dr. Tomás Freddi.

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Acesse também o artigo complementar disponível na plataforma NeuroSky.

Conclusão

A avaliação da medula óssea na ressonância magnética da coluna é essencial para diferenciar processos normais de condições patológicas, como anemias, doenças inflamatórias, infecções, neoplasias e alterações metabólicas. O conhecimento dos padrões de sinal em T1, T2 e STIR fornece ao profissional maior confiança diagnóstica e contribui para condutas clínicas mais assertivas.

Keywords: medula óssea, ressonância magnética, coluna vertebral, reconversão, infiltração, edema, isquemia, metástase, mieloma múltiplo, leucemia, linfoma, osteopetrose, doença de Paget, doença de Gaucher, hematopoese extramedular

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