Nesta aula que fala sobre Hipertensão Intracraniana, Dr. Tomás Freddi discuti um caso clínico de relevância prática para clínicos e radiologistas: paciente jovem com cefaleia persistente cuja investigação por imagem revelou achados da base do crânio e correlações com hipertensão intracraniana idiopática.
Conteúdos Abordados
- Apresentação clínica e hipótese diagnóstica: Paciente masculino de 44 anos com cefaleia resistente ao tratamento inicial para sinusite — importância de manter alto índice de suspeita para HII.
- Sela túrcica parcialmente vazia/sela túrcica vazia: Discussão sobre seu significado em idades >40 anos, e quando este achado exige investigação adicional por associação com hipertensão intracraniana idiopática.
- Avaliação do complexo bainha nervo-óptico e espaço liquórico perióptico: Como mensurar e interpretar proeminência, tortuosidade e redução desses sinais em séries de RM e comparação com exames prévios.
- Sequências essenciais na investigação: Papel do T1, FLAIR (supressão do líquor), e cortes finos altamente ponderados em T2 (FIESTA/CISS) para identificação de defeitos ósseos, fístulas liquorais e encefalocele.
- Diagnóstico de encefalocele esfenoidal: Identificação de herniação de parênquima para o seio esfenoidal com líquido compatível com líquor no interior do seio, descontinuidade óssea e gliose adjacente ao hipocampo — implicações e necessidade de correção cirúrgica.
- Correlação temporal e fisiopatologia: Comparação com TC prévia (2023) que já evidenciava sinais de HII (sela vazia e proeminência do complexo bainha nervo-óptico). Hipótese de ruptura da parede do seio esfenoidal como mecanismo de “descompressão” que normaliza a aparência do complexo bainha nervo-óptico no exame atual.
- Achados associados na base do crânio: Meningoceles em forames da base, cavos de Meckel proeminentes e possíveis granulacões aracnoides — sua relação com HII e sinais de imagem que orientam a conduta.
- Implicações práticas: Necessidade de cortes finos na base do crânio quando houver suspeita clínica de HII, solicitar RM de órbitas se houver dúvida na avaliação do complexo bainha nervo-óptico, e importância de laudar cuidadosamente para não perder sinais sutis que mudam a conduta.
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