Artigo·5 min

SWI

Técnica, aplicações clínicas e armadilhas na interpretação

Tomás Freddi
Tomás Freddi
27 de março de 2021
SWI

SWI: Dicas e Armadilhas na Imagem por Suscetibilidade Magnética

Resumo: Este artigo científico aborda a sequência de ressonância magnética ponderada em suscetibilidade (SWI – Susceptibility Weighted Imaging), uma técnica altamente sensível para detecção de sangue desoxigenado, hemorragias, trombos, ferro e cálcio. Inicialmente desenvolvida como uma imagem venográfica BOLD, a SWI evoluiu para uma ferramenta poderosa na avaliação de uma ampla gama de condições neurológicas.

Importância clínica: A sequência SWI é fundamental em neurorradiologia moderna, permitindo detectar alterações que passam despercebidas em outras sequências, como micro-hemorragias, cavernomas, sinais de trombos (“susceptibility sign”) e calcificações. A diferença entre hemossiderina e cálcio pode ser feita por meio da análise da imagem de fase, com base nas propriedades magnéticas das substâncias.

Principais achados: O artigo descreve a geração da imagem SWI, destacando a multiplicação da máscara de fase com a imagem de magnitude. São demonstradas aplicações clínicas como avaliação de lesões traumáticas, doença de Parkinson, esclerose múltipla, malformações vasculares (DVA, MAV), transformação hemorrágica de AVC e identificação de sangramentos. A comparação com a sequência GRE (gradiente eco) também é apresentada, mostrando superioridade da SWI em diversos cenários.

Conclusão: O uso da SWI deve ser feito com compreensão técnica e conhecimento de suas armadilhas, como artefatos em interfaces osso-ar e dificuldades em diferenciar hemorragias agudas e crônicas. A tomografia computadorizada (TC) permanece o padrão-ouro para confirmação de calcificações. O artigo é uma excelente fonte para atualização prática sobre a SWI e seu papel no diagnóstico por imagem neurológica.

Leia o artigo completo

Autores: Equipe Neurosky – baseado em artigos de Vishwanath RS et al. (ECR 2016), Mittal S. et al. (AJNR 2009), e Barbosa JHO et al. (Radiol Bras 2015).

Palavras-chave: SWI, ressonância magnética, imagem por suscetibilidade, hemorragia cerebral, calcificações, fase magnética, neurorradiologia, AVC, cavernoma, esclerose múltipla, trombose, microbleeds

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