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SkySemiology #11 - Sinal de Hoover
Diagnóstico clínico de transtorno funcional motor



Caso Clínico:
Uma paciente de 43 anos vem ao consultório queixando de fraqueza na perna nos últimos 6 meses. Ela entra no consultório arrastando a perna esquerda, deambulando com auxílio de uma bengala, sobe com dificuldade na maca, levantando a perna com as duas mãos para conseguir se sentar. Além da fraqueza, ela se queixa de alteração de memória, dificuldade para dormir, dor no corpo. Já passou por mais de 6 médicos, trouxe exames laboratoriais com sorologias infecciosas, provas reumatológicas, ressonância do crânio e medula total, além de eletroneuromiografia, todos com resultados normais.
Ao exame físico, quando a paciente está em decúbito, ela não consegue elevar a perna da maca, configurando uma força menor que grau 3 (ausência de força contra gravidade), porém quando você pede para ela se levantar para voltar até a cadeira, a paciente logo se levanta e fica de pé e depois caminha arrastando a perna até se sentar novamente.
A paciente demonstra sofrimento em relação ao sintoma e diz que quer voltar a ter sua vida normal. Diz que a fraqueza tem atrapalhado nas suas atividades de lazer e no trabalho.
- Qual sua hipótese diagnóstica?
- Qual sinal clínico poderia te ajudar a confirmar o diagnóstico?
- Em termos de probabilidade, pensando em um cenário de uma clínica de atendimento neurológico, você acha altamente provável que esta paciente esteja fingindo tal sintoma? Seria um caso de “malingering”?
Respostas comentadas:
Este é um caso clássico de transtorno neurológico funcional motor, do tipo paresia/paralisia. Se você não está familiarizado com este termo (que tem sido utilizado cada vez mais pelos estudiosos do tema), já deve ter ouvido falar da mesma doença, porém com nomes diferentes como: transtorno conversivo, psicogênico, histeria, somatoforme, etc.
Transtornos funcionais são muito comuns, sendo a segunda causa de consulta neurológica ambulatorial na Escócia (1). Dentre estes transtornos, a paralisia funcional é tão comum quanto a esclerose múltipla (2).


