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FLAIR, DIR e PSIR na esclerose múltipla: qual usar e por quê

Quiz em duas partes: os critérios de imagem e o nome das sequências

Tomás Freddi
Tomás Freddi
27 de março de 2021
FLAIR, DIR e PSIR na esclerose múltipla: qual usar e por quê

Este quiz cobra duas coisas ao mesmo tempo: reconhecer o padrão de esclerose múltipla contra NMO, Susac e a doença de Baggio-Yoshinari, e nomear três sequências de inversão-recuperação apresentadas lado a lado. A segunda parte é a que mais rende na prática.

O quiz

Os critérios que a imagem preenche

  • Morfologia e topografia: lesões ovaladas de distribuição periventricular, com o maior eixo perpendicular à superfície ependimária dos ventrículos laterais.
  • Interface caloso-septal: lesões acometendo essa interface.
  • Nervos trigêmeos: lesões no trajeto intraparenquimatoso.

FLAIR

  • O que é: fluid attenuated inversion recovery, uma das variações da sequência inversão-recuperação.
  • O que suprime: o sinal do líquor, em imagens com ponderação T2.
  • Para que serve: identificar lesões no parênquima, em especial as adjacentes ao sistema ventricular.
  • Status: uso bem estabelecido no protocolo de EM, com preferência pela versão volumétrica.

DIR

  • O que é: dual inversion recovery.
  • O que suprime: os sinais do líquor e da substância branca, em ponderação T2.
  • Para que serve: aumentar a detecção de lesões parenquimatosas, sobretudo as adjacentes ao córtex.
  • Status: não é obrigatória no protocolo, mas auxilia na caracterização de lesões corticais e justacorticais.

PSIR

  • O que é: phase sensitive inversion recovery, sequência ponderada em T1 que explora as diferenças de tempo de relaxação dos tecidos, em especial da substância branca.
  • Para que serve: aumentar a detecção de lesões parenquimatosas, notadamente as adjacentes ao córtex.
  • Status: também não é obrigatória, mas demonstrou maior capacidade de caracterizar lesões corticais e justacorticais que o DIR, com alta capacidade de identificação de lesões tanto no encéfalo quanto na medula.

A hierarquia prática: FLAIR volumétrico é a base do protocolo; DIR e PSIR entram quando a pergunta é cortical, e entre os dois o PSIR mostrou desempenho superior.

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