Artigo·15 min
Caso Clínico - Craniofaringioma Papilífero
Caracterização por imagem e implicações clínico-cirúrgicas
Tomás Freddi
08 de dezembro de 2025
No vídeo "Craniofaringioma Papilífero" apresentamos um Sky Case com discussão detalhada de um caso clínico de craniofaringioma papilífero, enfatizando aspectos de imagem, localização anatômica e implicações para o planejamento cirúrgico e terapêutico.
Conteúdos Abordados
- Caso clínico: Paciente feminina, 65 anos, queixa de cefaleia; achado inicial em TC e posterior avaliação por ressonância magnética.
- Protocolo e sequências: Avaliação com T1 sagital, T2 coronal/axial e sequências fortemente ponderadas em T2 tipo CISS/Fiesta; T1 pós-contraste para caracterização do realce.
- Achados de imagem: Lesão expansiva suprasselar, lobulada, com áreas multissísticas e captação intensa de contraste; pequenos cistos com realce periférico (sugerindo componente tumoral).
- Topografia e identificação intraventricular: Demonstração objetiva de origem intraventricular no terceiro ventrículo por abaulamento do assoalho do III ventrículo, deslocamento da lâmina terminal e relação posterior ao quiasma óptico e infundíbulo.
- Diferenciação histológica por imagem: Critérios para craniofaringioma papilífero (adulto): padrão multissístico, realce homogêneo/heterogêneo e cistos com sinal semelhante ao líquor; contraste com o subtipo adamantinomatoso (mais comum em crianças, cistos mucinosos com sinal T1 alto e T2 baixo).
- Relevância molecular e terapêutica: Associação do subtipo papilífero com mutação BRAF — implicações prognósticas e possibilidade de tratamento alvo (inibidores da via BRAF).
- Implicações para o planejamento cirúrgico: Importância de descrever localização exata para escolher via de acesso (ex.: abordagem frontotemporal inferior para acesso à lâmina terminal), e estratégia de ressecção que preserve o eixo hipotálamo-hipofisário deixando remanescente quando indicado, com terapia adjuvante dirigida.
- Modelo de laudo sugerido: Orientações para incluir topografia precisa (intraventricular, porção anterior do III ventrículo), características morfológicas e sugestão de subtipo papilífero com observação sobre investigação molecular (BRAF) para planejamento terapêutico.


