Artigo·13 min
AVC hemorrágico
Passo a passo do manejo de emergência
Victor Rebelo Procaci
09 de fevereiro de 2022

No vídeo ""AVC Hemorrágico"", o manejo de pacientes com acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico é abordado, enfatizando a importância de uma abordagem rápida e eficaz na emergência. O objetivo é fornecer um passo a passo das condutas necessárias ao se deparar com esses pacientes.
Conteúdos Abordados
- Descrição do Paciente: O vídeo inicia com um paciente que chega à emergência com hemiplegia súbita e cefaleia, evoluindo para uma diminuição do nível de consciência.
- Estabilização Inicial: O primeiro passo na abordagem é estabilizar o paciente, seguindo o protocolo ABCD: vias aéreas, respiração, circulação e deficiência neurológica. Monitoramento de sinais vitais e acesso venoso são essenciais.
- Diagnóstico por Imagem: Após a estabilização, uma tomografia computadorizada (TC) é realizada para confirmar o diagnóstico de AVC hemorrágico.
- Controle da Pressão Arterial: A pressão arterial deve ser mantida abaixo de 140 mmHg, utilizando medicamentos como nitroglicerina, e verificar a presença de coagulopatias para considerar a reversão de anticoagulantes.
- Manejo de Hipertensão Intracraniana: Em caso de sinais de hipertensão intracraniana, o uso de manitol ou solução salina hipertônica é indicado.
- Profilaxia de Crises Epilépticas: Anticonvulsivantes devem ser administrados, uma vez que até 50% dos pacientes com AVC hemorrágico podem apresentar crises.
- Controle de Parâmetros Vitais: O manejo da temperatura e dos distúrbios hidroeletrolíticos é crucial para a estabilidade do paciente.
- Intervenção Neurocirúrgica: A discussão sobre a necessidade de neurocirurgia é essencial, especialmente em casos de hematomas maiores que 3 cm ou sinais de herniação.
Conclusão
O vídeo fornece uma visão abrangente sobre as condutas necessárias no manejo de AVC hemorrágico. A estabilização rápida do paciente, acompanhamento rigoroso e avaliação para possíveis intervenções neurocirúrgicas são fundamentais para melhorar os desfechos clínicos.


