Avaliação RM Hipófise

Nesta nova aula publicada na neurosky, Dr. Tomás Freddi fala sobre "Avaliação RM Hipófise", uma análise prática e aprofundada de um caso clínico de avaliação por imagem da hipófise, com dicas técnicas exclusivas para laudar exames e distinguir lesões císticas da região selar.

Conteúdos Abordados

  • Resumo do caso: Paciente feminina, 49 anos, com aumento de prolactina; RM mostrou sela túrcica parcialmente vazia com herniação de cisterna suprasselar, adenohipófise reduzida, neuroipófise tópica e uma imagem nodular cística na porção lateral direita da sela, deslocando o parênquima e a haste para a esquerda.
  • Relação com incremento da prolactina: Discussão sobre a elevação discreta de prolactina associada à sela vazia (geralmente não costuma ultrapassar ~100 ng/mL) e a importância de correlacionar o valor laboratorial ao achado de imagem.
  • Protocolo e sequência de imagens: Ordem recomendada: sagittal T1 anatômica inicial para avaliação global; coronal T2 para anatomia, nervo óptico e seios cavernosos; dinâmico coronal T1 pós-contraste dividido em séries (idealmente todas lado a lado); T1 spin-echo pós-contraste tardio e sagittal pós-contraste de referência quando disponível.
  • Técnica de laudo — correlação de planos: Importância de dividir a tela e correlacionar planos ortogonais (sagital e coronal) para confirmar se uma lesão está intra-selar ou extracelular (evitar confusão com osso ou artefatos).
  • Avaliação da captação contrastada: Estratégia para diferenciar porção cística de componente sólido: comparar o tamanho da porção hipocaptante nas fases pré e pós-contraste; diminuição relativa da área hipocaptante ao longo das fases sugere captação periférica progressiva (componente sólido) e não cisto simples.
  • Diferenciação entre cisto de Rathke e adenoma cístico: Critérios práticos apresentados (baseados em literatura e organograma da JNR):
    • Localização: cisto de Rathke costuma ser intrasselar e mediano; lesões paramedianas/laterais têm maior probabilidade de adenoma cístico.
    • Sinal no T2: presença do "central dot" (ponto hipossinal central) favorece cisto de Rathke.
    • Nível líquido-líquido em T2 dentro da lesão: fortemente sugestivo de adenoma cístico.
    • Septações e arquitetura complexa: favorecem adenoma cístico/microadenoma cístico.
  • Uso de subtração: Comentário crítico: subtração pode ajudar em alguns casos para confirmar captação, mas pode ser contaminada pela região da sela e nem sempre é conclusiva; a avaliação dinâmica bem organizada e a correlação entre planos costuma ser mais útil.
  • Diagnóstico final do caso: Microadenoma cístico paramediano direito (confirmado pela presença de nível líquido-líquido, localização lateral e comportamento na sequência T2).

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