Estudo de Caso 2026: Lesão da Medula Espinhal

No vídeo “Estudo de Caso 2026: Discussão de Casos de Tumores e Lesão da Medula Espinhal”, Dr. Tomás Freddi apresenta um caso clínico de paciente de 57 anos com perda de força e parestesia progressiva nos membros superiores, relacionando os achados de RM da medula cervical e as implicações diagnósticas e terapêuticas.

Conteúdos Abordados

  • Contexto clínico: paciente 57 anos com quadro crônico de déficit motor e parestesias nos membros superiores com piora recente.
  • Achados em T2 sagital e axial: lesão nodular intramedular em nível C4, com sinal heterogêneo contendo áreas de alto sinal (líquor-like), sinal intermédio e hipossinal periférico.
  • Sequência T1 pré-contraste: sinal predominantemente hipointenso com áreas periféricas de hipersinal sugestivas de depósito hemático (possível hemossiderina/hematocele subaguda).
  • Importância do pós-contraste: realce nodular periférico e intralesional na sequência pós-contraste, fundamental para caracterização tumoral.
  • Diferenciais radiológicos: ependimoma intramedular (principal hipótese neste adulto), cavernoma intramedular (caracteristicamente com halo de hemossiderina e captação pontual quando presente) e metástase intramedular (rara e com padrão de realce geralmente em anel ou chama).
  • Sinais associados: edema vasogênico adjacente (principalmente nos funículos posteriores) e consideração de degeneração walleriana como explicação alternativa para alteração de sinal adjacente.
  • Racional diagnóstico: combinação de localização central, tendência a sangramento (depósito hemático periférico) e padrão de realce nodular orientou para ependimoma; confirmação anatomo-patológica após ressecção: ependimoma grau 2 da OMS.
  • Dicas práticas de imagem: sempre comparar pré e pós-contraste lado a lado; solicitar sequência de susceptibilidade (GRE/SWI) para evidenciar depósito de hemossiderina e confirmar o “cap sign”; interpretação cuidadosa do padrão de realce para diferenciar metástase e cavernoma.
  • Conduta: indicação cirúrgica e ressecção com diagnóstico histológico definitivo.

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Conclusão

O caso ilustra a importância de uma avaliação multiplanar e multiparamétrica da medula espinhal: padrões de sinal em T2 e T1, comportamento ao contraste e presença de depósito hemático são decisivos para a hipótese diagnóstica. Em adultos, tumores intramedulares primários mais prováveis incluem o ependimoma (mais comum) e, em segundo lugar, o astrocitoma. A presença de cap sign/depósito hemático e realce nodular periférico deve aumentar a suspeita de ependimoma. Sequências de susceptibilidade e comparação rigorosa pré/pós-contraste são ferramentas essenciais para o planejamento cirúrgico e para evitar equívocos (por exemplo, confundir com cavernoma ou metástase).

Keywords: ependimoma, medula espinhal, tumor intramedular, ressonância magnética, cap sign, hemossiderina, sequência de susceptibilidade, realce pós-contraste, cavernoma, metástase intramedular

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