EMBOLIA POR COLESTEROL

EMBOLIA POR COLESTEROL

Patogênese:

  • Aterosclerose: A embolia por colesterol é uma complicação da aterosclerose, um processo crônico que leva à formação de placas ateroscleróticas nas paredes das artérias.
  • Ruptura de placas: A ruptura dessas placas, ricas em colesterol e outros detritos, podem romper e liberar cristais de colesterol e outros componentes no sistema artéria.
  • Obstrução arterial: Esses êmbolos, ao se alojarem em artérias menores, causam obstrução do fluxo sanguíneo, levando à isquemia e danos em órgãos-alvo.
  • Normalmente estas placas originam da aorta, portanto a lesão de órgão alvo irá variar de acordo com a localização da placa, na aorta ascendente ou descendente.

Manifestações clínicas:

  • Sintomas variáveis: A embolia por colesterol pode causar uma ampla gama de sintomas, dependendo dos órgãos alvo atingindo pela embolia.
  • Insuficiência renal: É um achado comum, devido à obstrução das artérias renais.
  • Livedo reticularis: Caracterizado por uma erupção cutânea em forma de rede, com manchas roxas ou azuis, é um sinal indicativo de obstrução das pequenas artérias da pele.
  • Dedos azuis: Outro sintoma comum, decorrente da isquemia dos dedos dos pés.
  • Amaurosis fugaz: Perda repentina e transitória da visão, causada por embolia da artéria central da retina.
  • AVC: Embora menos comum, a embolia por colesterol pode causar AVC em alguns casos. Lembrar sempre após manipulação cirúrgica/ endovascular da aorta ascendetnte e vasos cervicais.

Diagnóstico:

  • Desafios: O diagnóstico é desafiador, pois não há um teste específico para embolia por colesterol.
  • Suspeita clínica:  deve ter um alto índice de suspeita em pacientes com sintomas sugestivos, como insuficiência renal, livedo reticularis ou dedos azuis, principalmente em pessoas mais velhas ou que tiveram algum procedimento cardiovascular.
  • Exames de imagem: Ecocardiograma trans esofágico, TC e RM podem ser utilizadas para detectar placas ateroscleróticas na aorta.
  • Biópsia: É o método padrão-ouro para confirmação do diagnóstico.

Tratamento:

  • Manejo sintomático: O foco do tratamento é aliviar os sintomas e prevenir a progressão da doença.
  • Controlar
  • Estatina
  • Dupla antiagregação

FIG 1

Figura 1: Imagem de fundo de olho, revelando um embolo de colesterol (placa de Hollenhorst) na artéria retiniana, 

FIG3

 Figura 3: Apresenta imagens de TC da aorta, ilustrando placas calcificadas e não calcificadas, demonstrando a variedade de formas que as placas podem assumir. FIG8

Figura 8: Imagem de microscopia, mostrando a histologia da embolia por colesterol, com a presença de espaços vazios na artéria, demonstrando a ação do colesterol na obstrução do vaso.

Até o próximo Skycast premium,

Davi Haddad.

 

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