Nova Classificação dos Tumores do Sistema Nervoso Central e a Correlação com Exames de Imagem

No vídeo, o Dr. Tomás Freddi apresenta a nova classificação dos tumores do sistema nervoso central (SNC) proposta pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2021. A palestra enfatiza o papel crucial da imagem na integração diagnóstica e na identificação de características moleculares dos tumores.

Conteúdos Abordados

  • Classificação da OMS 2021: Discussão sobre as 14 novas categorias de tumores e o impacto das descobertas genéticas no entendimento dos mesmos.
  • Relação entre Imagem e Genética: Como a imagem, em particular a ressonância magnética, pode ajudar na identificação de mutações associadas a tipos específicos de tumores, como gliomas e ependimomas.
  • Diferenças entre Tumores Adultos e Pediátricos: A ênfase é dada aos tumores em adultos, principalmente os gliomas, considerados os mais afetados pela nova classificação.
  • Importância dos Estudos Genéticos: Os dados genéticos são fundamentais não apenas para o diagnóstico, mas também para o prognóstico dos tumores do SNC.
  • Terminologia Atualizada: Nova nomenclatura dos tipos de tumores, incluindo a eliminação de termos como “anaplásico” para gliomas e a introdução de classificações mais simplificadas.
  • Papel do Diagnóstico por Imagem: O papel do radiologista continua a ser essencial na caracterização dos tumores, mesmo com o avanço dos testes genéticos.

Veja o vídeo completo

Conclusões

O Dr. Tomás Freddi conclui ressaltando a importância de uma abordagem interdisciplinares na avaliação dos tumores do SNC, integrando imagem e estudos genéticos. Ele sugere cautela ao utilizar terminologia como “baixo grau” e defende que a identificação do tipo de tumor deve ser priorizada para auxiliar no prognóstico.

Keywords: classificação OMS 2021, tumores do sistema nervoso central, tumores SNC, gliomas, ependimomas, diagnóstico integrado, mutações genéticas, diagnóstico por imagem

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Tomaz Junqueira

Excelente aula Tomás, parabéns. Em resumo para o laudo de glioma: se eu achar que é de baixo grau eu sugiro no laudo a possibilidade de Astrocitoma (se houver mismatch) ou Oligondendroglioma (se houver calcificaçao), no entanto se eu achar que é de alto grau (realce/necrose) eu posso sugerir glioma alto grau ou GBM, correto?

Vinicius Jarry

Boa tarde dr!

Por que não pensar em ependimoma mixopapilar na lesão no cone medular?

Boa noite dr. Thomas. A infiltração giriforme quando temporal mesial/sistema límbico poderia simular por imagem uma encefalite paraneoplásica? A perfusão ajudaria neste caso?
Grata.
Araci

OK. Recebi um caso semana passada. Mais temporal mesial, com perfusão fria e a substância branca parecia até um pouco retraída. A paciente veio com um exame externo sugerindo glioma de baixo grau. Coloquei no diferencial a possibilidade de encefalite paraneoplásica ou auto-imune e sugeri controle evolutivo.

Ela vai retornar em seis meses.
Abraço

Bianca frota

excelente aula!

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